Entenda as principais mudanças de algoritmo do Google e como afetam a experiência do usuário Skip to main content

A experiência do usuário já era motivo de grande atenção nos sites e aplicativos de negócios. Isso porque as empresas sempre devem ter em mente a facilitação da navegação do visitante para que ele fique mais tempo nas páginas e preencha algum formulário, convertendo-se em um lead.

Mas agora esse aspecto ganhou maior relevância, já que a nova atualização do algoritmo do Google, o Google Page Experience, considera a experiência do usuário como fator de ranqueamento no mecanismo de busca.

A novidade estava prevista para entrar em vigor em 23 de maio deste ano de 2021. No entanto, o Google adiou a mudança para meados de junho e a atualização será feita de modo gradativo. Assim, a mudança ainda não deverá funcionar por completo até o final de agosto.

Ou seja, as equipes de marketing digital tiveram um aumento no tempo para se adaptar e preparar os sites corporativos para atender às diretrizes.

Por isso, neste conteúdo, vamos destrinchar do que se trata o Google Page Experience e abordar a importância da experiência do usuário neste cenário.

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Como funciona a experiência do usuário na prática?

Do inglês user experience (UX), a experiência do usuário envolve um conjunto de parâmetros sobre a interação do usuário com determinado site, página, produto ou serviço. Assim, a depender da qualidade dessa interação, é possível gerar um impacto positivo ou negativo.

Vale lembrar que esse termo se popularizou em 1988, com a publicação do livro “The Design of Everyday Things”, do norte-americano Don Norman, PhD em psicologia e professor de ciência da computação e ciência cognitiva. 

Então, como falamos no início do texto, essas relações dos visitantes com os sites passaram a ser valorizadas, conforme o amadurecimento das empresas e das estratégias digitais, bem como a mudança no comportamento das pessoas no ambiente online, que buscam informações mais rápidas, acessíveis e de fácil entendimento.

O que é e para que serve o Google Page Experience?

O Google Page Experience chega para elevar o status de UX de uma preocupação da empresa com o usuário para um aspecto determinante para ranqueamento. Outros pontos para a otimização de sites já são conhecidos, como:

  • Velocidade de carregamento das páginas;
  • Navegação segura;
  • Sites responsivos e priorização do mobile;
  • Boas práticas de SEO na construção de conteúdos das páginas e blogs com palavras-chave estratégicas.

Então, apesar da qualidade do conteúdo ainda ser um dos principais fatores levados em conta, a mudança de comportamento do usuário motivou a avaliação de novas variáveis para o ranqueamento, priorizando experiências positivas nas páginas. 

Neste cenário, o Google Page Experience foi criado para ampliar o foco sobre a experiência do usuário nas páginas de olho na usabilidade e na facilidade de navegação. Com isso, alguns itens passam a ter maior atenção, como:

  • Carregamento da maior parte da página, texto e imagem, abaixo de 2,5 segundos;
  • Tempo de resposta para ações do usuário abaixo de 100 milissegundos;
  • Utilização de protocolo HTTPS;
  • Cuidado com elementos que saltem e se desconfigurem da página; 
  • Eliminação de anúncios intrusivos.

Para isso, foram desenvolvidos também um conjunto de métricas para medir a experiência do usuário nas interações, os chamados Core Web Vitals (métricas essenciais da web), que veremos mais a seguir.

Portanto, a união dos Core Web Vitals com as determinações já existentes sobre o UX representam a atualização do Google Page Experience, com o objetivo de aprimorar a qualidade de avaliação sobre os sites na lista de resultados.

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Conhecendo melhor as métricas de avaliação do Page Experience

Para saber o que você precisa melhorar na experiência do usuário no seu site, é preciso conhecer as métricas do Core Web Vitals. São três: desempenho de carregamento (LCP ou Largest Contentful Paint), interatividade (FID ou First Input Delay) e estabilidade visual da página (CLS Cumulative Layout Shift), que é o mais inovador deles. 

Vale lembrar que, segundo o Chrome UX Report, apenas 25% de toda a internet tem os Core Web Vitals dentro do padrão considerado “bom”.

Agora, vamos ver um pouco mais sobre as métricas!

CLS – Cumulative Layout Shift

A métrica CLS é responsável por medir a estabilidade visual do layout e veio para analisar essa estabilidade quando a página é carregada ou rolada para baixo. Este índice deve estar sempre abaixo de 0,1 para garantir uma boa experiência.

Para se ter uma ideia, a análise diz respeito a botões que flutuam na página, informações que mudam de lugar de modo desnecessário, entre outros itens que prejudicam a navegação.

Sites que possuem muitos banners, anúncios e pop-ups precisam de um olhar apurado para este elemento. 

Para melhorar este indicador, é importante definir medidas de altura e largura para imagens e vídeos, o que otimiza o carregamento. Outra boa prática é usar atributos para que os textos sejam carregados com fontes padrão, enquanto a fonte ideal para o conteúdo não estiver pronta.

LCP – Largest Contentful Paint

Trata-se de uma métrica que mede o tempo para o maior conteúdo visível da página ser totalmente carregado. Para proporcionar uma boa experiência, o site deve iniciar o carregamento em até 2,5 segundos.

Algumas medidas podem ser tomadas para otimizar o tempo de carregamento e melhorar o Google Page Experience, como:

  • Analisar a hospedagem que, se for compartilhada, pode prejudicar a experiência;
  • Usar técnicas para carregar as imagens apenas quando o usuário rolar a página e alcançar essas mídias;
  • Empregar cache e pré-carregamento para partes estáticas;
  • Buscar novos formatos de imagens para minimizar o tempo de carregamento, como o arquivo WebP.

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FID – First Input Delay

Por fim, vamos falar sobre a interatividade da página. Essa métrica é responsável por mensurar quanto tempo demora para o site responder a comandos dos usuários, seja um clique ou abertura de aba. 

Este indicador deve ficar abaixo de 100 milissegundos. Para otimizar essa métrica e facilitar a experiência do usuário, o cache do navegador é uma das práticas mais importantes. Outras dicas possíveis são: 

  • Reduzir a utilização de arquivos JavaScript e CSS;
  • Ser amigável para mobile e compatível com todos os tipos de dispositivos.

Demais requisitos previstos no Google Page Experience

Além das três métricas previstas no Core Web Vitals, há outros itens que devem ser levados em consideração nas atualizações do Google Page Experience para promover melhores experiências. São eles:

Navegação sem empecilhos: os usuários devem conseguir navegar sem conteúdos maliciosos, como malwares, ou enganosos, como phishing.

Conexão segura: ter um código HTTPS seguro é essencial para os sites, já que é considerado fator de ranqueamento pelos buscadores e para experiência do usuário. 

Elementos intrusivos: os banners e pop-ups podem atrapalhar o caminho do usuário para obter as informações desejadas. Isso faz com que ele desista da navegação. Então, tais elementos são negativos.

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Está pronto para a atualização do Google Page Experience?

Com essas novidades a respeito da valorização da experiência do usuário, fica claro que é preciso olhar profundamente seu site para adequar as páginas dele. O Google avisou que as empresas não sofrerão quedas drásticas e repentinas em todo o site, já que esses critérios serão aplicados a páginas específicas que não atendem às métricas básicas.

Para se preparar para o Google Page Experience, existem várias ferramentas, extensões e estratégias que podem ser usadas, como o Google Search Console, Google PageSpeed Insights, Lighthouse, Chrome UX Report e a extensão Web Vitals.

No entanto, uma boa opção para quem não consegue se debruçar sobre esse tema é contar com uma agência de marketing digital especializada nas melhores práticas do mercado para SEO e otimização de sites, como a ASB Marketing.

Temos profissionais qualificados para fazer a análise do seu site atual, recomendar as mudanças necessárias e realizar as otimizações, ou até construir um novo site do zero. 

Tudo isso ainda corre em conjunto com as estratégias de marketing de atração para produzir conteúdos de alto valor para aumentar a visibilidade da sua marca, o tráfego orgânico, o número de visitantes e ajudar na geração de leads qualificados.

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